Trump vs NFL

Hoje nós vamos falar um pouco sobre os protestos que estão acontecendo na NFL e a tensão entre o mundo dos esportes e o presidente americano Donald Trump.

Se você tem twitter provavelmente acompanhou um pouco da confusão que está se desenvolvendo e o NFL dos Brother vem explicar melhor o que está acontecendo.

Tudo começou com o Colin Kaepernick, no ano passado, ajoelhando durante o hino nacional, protestando contra o racismo nos Estados Unidos. Mas o assunto tomou proporções maiores com o incidente que aconteceu com o DE Michael Bennett e você pode ler mais sobre isso no texto que escrevemos: www.nfldosbrother.com.br/home/michael-bennett-e-a-policia-de-las-vegas

Bennett e mais três jogadores: o S Malcolm Jenkins, o os WRs Torrey Smith, e Anquan Boldin enviaram um documento para a NFL, pedindo que houvesse um mês dedicado ao ativismo social, da mesma maneira que existe um mês dedicado à luta contra o câncer (novembro rosa). O documento foi feito em agosto, mas teve mais visibilidade depois do que ocorreu com o Bennett.

Então no sábado passado, discursando em Alabama o Presidente Trump disse que seria ótimo se um dos donos dissesse “tira esse filho da puta do campo agora! Ele está demitido!”

https://www.youtube.com/watch?v=vrW-GI_9IL8

O uso das palavras usadas pelo Presidente chocou os jogadores e o mundo da NFL. Muitos ficaram indignados por ele ter chamado os protestantes negros de “filhos da puta”, enquanto se referiu aos supremacistas brancos em Charlottesville de “very fine people” (pessoas muito boas).

Como se isso não fosse polêmica bastante para o Trump no mundo dos esportes, na mesma semana ele também teve momentos de tensão com a NBA quando alguns jogadores do Warriors, por exemplo, o Stephen Curry, se recusaram a ir na visita a Casa Branca e ele retirou o convite. Até o Lebron James atacou o Presidente na sua conta do twitter falando que “ir a Casa Branca era uma grande honra até ele aparecer”.

Mas o rei do basquete não foi o único a falar abertamente ao presidente. A NFL se manifestou pelas redes sociais, falando que a unidade na liga é grande e o exemplo foi como os jogadores e times se uniram para ajudar nos desastres naturais que ocorreram no país e que comentários que dividem como esse são uma falta de respeito para liga, para o jogo e para os jogadores.
A NFLPA (união de jogadores da NFL) também se posicionou defendendo o direito dos jogadores de se expressarem, falando que essa união permanecerá.
Vários donos de franquia também se colocaram pelas redes sociais, entre eles: Bills, Packers, Falcons, Patriots, Eagles, Broncos, Titans, etc… Todas as mensagens falando sobre unificação!

Vários jogadores também postaram no twitter revoltados com o Trump pelos comentários como Lesean McCoy que escreveu “é muito triste cara… nosso presidente é um idiota”. Richard Sherman escreveu que “o comportamento do Presidente é inaceitável e precisa ser abordado. Se você não condena essa divisão retórica você é conivente!!”

Em resposta a todos esses comentários o Trump usou sua conta do Twitter para falar mal da NFL, que a audiência está baixa, e os jogos chatos. E ele ainda pede boicote aos fãs, para que parem de ir aos jogos até que os jogadores que estão desrespeitando a bandeira sejam demitidos ou suspendidos.

E o que os jogadores da NFL fizeram? Se uniram! O que vimos nos jogos de domingo foram vários donos, técnicos e jogadores, unidos, protestando juntos, não apenas ao racismo, mas as palavras desrespeitosas do Presidente. Alguns times como o Seahawks, Titans e Steelers nem saíram do vestiário para o hino.

Outros times como o Cowboys, ajoelharam juntos antes de hino e de braços dados levantaram depois. Os times fizeram uma corrente humana na hora do hino, cantando lado a lado. Aaron Rodgers inclusive está pedindo aos fãs do Packers que se juntem e façam o mesmo nas arquibancadas.

E nessa união os jogadores e donos estão mostrando para todo o país que a NFL não vai se abalar, que eles têm o direito de lutarem pelo que acreditam, que eles têm uns aos outros para lutarem juntos. Que eles não são “filhos da puta” e sim jogadores profissionais de futebol americano, que podem utilizar essa plataforma para fazer boas mudanças, como arrecadar 47 milhões de dólares para vítimas de um furacão e se isso é possível, também é possível conscientizar algumas pessoas sobre racismo em rede nacional.
Texto: Carolina Barra

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